
Sofia Coppola – De péssima atriz a ótima diretora e roteirista
Sofia Coppola ficou marcada por muito tempo como a filha de Francis Ford Coppola que fez uma péssima atuação em “O Poderoso Chefão III”, substituindo Winona Ryder. Apesar da sua estréia no cinema ter sido em 1972, com meses de vida, ao viver um bebê masculino em “O Poderoso Chefão” (primeiro filme da trilogia).
Por causa dessas participações, Sofia venceu na categoria de Pior Atriz Coadjuvante, por O Poderoso Chefão III e na categoria de Pior Revelação, pelo mesmo filme, no Framboesa de Ouro.
Mas já faz muito tempo que Sofia se dissociou de todas essas caracterizações para ser chamada então de diretora. E já é hora de parar de dizer que ela só conseguiu porque é rica, porque é filha do Coppola...
Depois de ser cuspida pela crítica como atriz, ela resolveu se afastar e ir para o Instituto de Artes da Califórnia, onde descobriu um interesse particular por fotografia, figurino e curtas em vídeo. Mas, num estilo bem Charlotte, Sofia acabou se julgando medíocre em tudo o que fazia e abandonou o curso, permanecendo perdida.
Em 1989, ela reaparece no mundo do cinema, co-roteirizando o longa Contos de Nova York. Dez anos depois, ela decide roteirizar e dirigir o filme “As Virgens Suicidas”, baseado na obra de Jeffrey Eugenides. E é aí que tudo começa.

As Virgens Suicidas
O filme foi dirigido e roteirizado por Sofia Coppola, que venceu na categoria de Melhor Diretor Estreante, no MTV Movie Awards, seu primeiro prêmio (dos bons e não autodestrutivos).
A história é baseada no primeiro romance de mesmo nome do americano de origem grega Jeffrey Eugenides, que viu seu livro, que teve como base a obra “A Casa de Bernarda Alba” de Frederico García Lorca, virar um best-seller.
Comprei esse livro em 2002 e ele virou minha obsessão do momento. E é impressionante como o filme conseguiu ser fiel a idéia de Jeffrey!
O filme (e o livro) se passa em uma cidade do interior dos Estados Unidos, na década de setenta, e apresenta a vida da família Lisbon. Esta é formada por um pai, professor de matemática, afetuoso, porém alienado e sem forças para lutar contra os desejos de sua esposa, que é uma fanática religiosa que mantém as filhas em regime militar dentro de casa. São cinco garotas adolescentes, que têm as idades crescendo em escadinha: Cecília, 13 anos; Lux, 14; Bonnie, 15; Mary, 16; e Therese, 17 anos.
Logo no início, a irmã caçula tenta se matar, cortando os pulsos, mas os médicos chegam a tempo de salvá-la. Preocupados, os pais resolvem lhe fazer uma festa, mas ela se mata durante o evento, pulando na cerca pontiaguda que cercava a casa.
As irmãs Lisbon continuam suas vidas e o garoto mais bonito da escola se apaixona terrivelmente por Lux, que não dá bola para ele. Depois de muito insistir, Trip consegue convencê-la a ir com ele para o baile. Com muita dificuldade, a mãe das garotas permite a saída, em que todas as filhas têm um par arranjado por Trip.
Mas Lux não cumpre o horário de volta e acaba dormindo sozinha no campo de futebol, após transar com o seu par. A chegada em casa no dia seguinte afeta profundamente o gênio de sua mãe que tira as meninas da escola e as enclausura até o final do filme.
Deprimidas, elas convidam, por bilhetes cheios de santinhos católicos e adesivos femininos, os garotos que as observam com binóculos (narradores) para ajudá-las a fugir. Mas eles encontram todas mortas pela casa.
O elenco do filme contou com Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Josh Hartnett e Danny De Vito.
Sofia reaparecia diante da crítica, porém vista com outros olhos.
O filme foi dirigido e roteirizado por Sofia Coppola, que venceu na categoria de Melhor Diretor Estreante, no MTV Movie Awards, seu primeiro prêmio (dos bons e não autodestrutivos).
A história é baseada no primeiro romance de mesmo nome do americano de origem grega Jeffrey Eugenides, que viu seu livro, que teve como base a obra “A Casa de Bernarda Alba” de Frederico García Lorca, virar um best-seller.
Comprei esse livro em 2002 e ele virou minha obsessão do momento. E é impressionante como o filme conseguiu ser fiel a idéia de Jeffrey!
O filme (e o livro) se passa em uma cidade do interior dos Estados Unidos, na década de setenta, e apresenta a vida da família Lisbon. Esta é formada por um pai, professor de matemática, afetuoso, porém alienado e sem forças para lutar contra os desejos de sua esposa, que é uma fanática religiosa que mantém as filhas em regime militar dentro de casa. São cinco garotas adolescentes, que têm as idades crescendo em escadinha: Cecília, 13 anos; Lux, 14; Bonnie, 15; Mary, 16; e Therese, 17 anos.
Logo no início, a irmã caçula tenta se matar, cortando os pulsos, mas os médicos chegam a tempo de salvá-la. Preocupados, os pais resolvem lhe fazer uma festa, mas ela se mata durante o evento, pulando na cerca pontiaguda que cercava a casa.
As irmãs Lisbon continuam suas vidas e o garoto mais bonito da escola se apaixona terrivelmente por Lux, que não dá bola para ele. Depois de muito insistir, Trip consegue convencê-la a ir com ele para o baile. Com muita dificuldade, a mãe das garotas permite a saída, em que todas as filhas têm um par arranjado por Trip.
Mas Lux não cumpre o horário de volta e acaba dormindo sozinha no campo de futebol, após transar com o seu par. A chegada em casa no dia seguinte afeta profundamente o gênio de sua mãe que tira as meninas da escola e as enclausura até o final do filme.
Deprimidas, elas convidam, por bilhetes cheios de santinhos católicos e adesivos femininos, os garotos que as observam com binóculos (narradores) para ajudá-las a fugir. Mas eles encontram todas mortas pela casa.
O elenco do filme contou com Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Josh Hartnett e Danny De Vito.
Sofia reaparecia diante da crítica, porém vista com outros olhos.
Encontros e Desencontros
Quatros anos depois, Sofia dirigiu e roteirizou outro filme: Encontros e Desencontros, com o qual foi bastante aclamada.
Foi indicada para o Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor e venceu na categoria de Melhor Roteiro Original. No Globo de Ouro, teve indicação na categoria de Melhor Diretor e venceu na categoria de Melhor Roteiro. No Bafta, recebeu três indicações: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Original. No Independent Spirit Award, venceu as categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.
O filme é uma comédia melancólica toda filmada em Tóquio, cidade em que Sofia morou por muitos anos e onde tem uma marca de roupas, Milk Fed.
A atriz Scarlett Johansson interpreta Charlotte, jovem casada com um fotógrafo (Giovanni Ribisi) em viagem de trabalho a Tóquio, que está sempre ocupado e a deixa sozinha a maior parte do tempo. Bill Murray é Bob Harris, um famoso ator americano que está na mesma cidade para gravar um comercial de uísque. O casamento de Bob está um lixo, ele perde o aniversário do filho e está ganhando milhares de dólares para fazer uma peça publicitária ridícula, ao invés de fazer uma peça de teatro. A partir do encontro no bar do hotel de luxo em que estão hospedados, Charlotte e Bob vão, juntos, tentar se ocupar nessa cidade que os faz sentir ainda mais sós.
Grande parte do filme mostra os dois protagonistas andando pela cidade, nadando na piscina, bebendo sozinhos, o que consegue passar a idéia de solidão em meio à multidão.
Bill Murray, mais conhecido pela série "Ghostbusters", revelou-se um ótimo comediante. E Sofia conta no making off que, se Bill não tivesse aceitado o papel, ela não teria feito o filme.
A cidade de Tóquio também é um personagem e é apresentada do ponto de vista do choque cultural e daí, talvez, a sensação politicamente incorreta do exagero cômico que várias cenas podem despertar.
Coppola conta que, por ter uma equipe metade japonesa, atrasava muito a produção do filme. Só para dar uma pequena instrução, era preciso muita burocracia.
Por exemplo, no primeiro dia de filmagem, todos se reuniram no set e Sofia pediu para que fizessem uma roda e que, de mãos dadas, realizassem um ritual de família em que todos devem dizer ‘puaba’ três vezes para dar sorte. A boberinha fica quase impossível porque as traduções para o japonês são intermináveis e todo mundo vai ficando com uma cara de tédio.
O filme foi feito com câmeras manuais, sem muitos ensaios e com muitas improvisações. Muito porque a equipe não tinha autorização para filmar em muitos lugares públicos, então tentava fazer tudo rápido e em pequenas equipes! (como eles revelam isso no making off é a minha dúvida)
Maria Antonieta
Em 2006, Sofia lançou seu terceiro longa metragem, tendo como personagem principal Kirsten Dunst, atriz de sue primeiro filme.
O filme não teve uma boa recepção da crítica. Depois de vários adiamentos e até ameaças de um lançamento direto em DVD, "Maria Antonieta" estreiou em Cannes e foi vaiado.
Talvez por não ser uma cinebiografia, tenha desagradado tanto aos franceses. Contudo, essa nunca foi a intenção de Sofia Coppola que focou a história nas pessoas e em seus sentimentos, preocupando-se pouco com o processo histórico no qual estão envolvidos. É uma opção ousada, mas que dá vazão à conhecida sensibilidade de Sofia.
Apesar de tudo, o filme ganhou um Oscar de Melhor Guarda Roupa pelos figurinos de Milena Canonero.
O universo retratado é o mundo da nobreza francesa do século 18 e a vida da rainha Maria Antonieta
Mais uma vez, Sofia escreveu o roteiro do filme e, desta vez, se baseou na biografia revisionista da personagem principal feita por Antonia Fraser. Mas Sofia não segue exatamente a linha temporal, optando por valorizar momentos que criem um clímax no filme.
Para Sofia, Maria Antonieta era uma rainha que se casou muito jovem, com apenas 14 anos, por ser filha da imperadora da Áustria, que buscava um regime de reconciliação com a França.
Muito jovem, Maria ficou logo entediada com tanta burocracia que era necessária na corte. Acabou se apaixonando pelas festas, pelas jóias e vestidos e por amantes. Além de tudo, seu marido não expressava nenhuma vontade de transar com ela.
Maria Antonieta se mostrou uma rainha cruel e egoísta, que não se importava nem um pouco com as necessidades do povo pobre. Cada vez gastava mais dinheiro público com festas e expansões do castelo, o que resultou na sua decapitação.
A direção de arte do filme é perfeita e envolve o espectador nesse mundo de luxos, cheios de doces, vestidos e penteados exagerados.
Sofia optou por fazer um filme sem a freqüente chatice dos filmes históricos. Ela aproximou a protagonista das adolescentes atuais e mostrou conflitos existenciais que são universais.
A trilha sonora fecha esse matrimônio entre passado e presente mesclando música clássica e pop dos anos 80, como New Order, Siouxsie and the Banshees, e Bow Wow Wow.
Maria Antonieta é, de certa forma, a biografia de uma vida inútil. E é também,
como nos filmes anteriores de Sofia, As Virgens Suicidas e Encontros e
Desencontros, a história de uma jovem que não tem nenhum poder sobre si
mesma.