
She’s evil...and not just high school evil.
Depois de semanas assistindo a pequenas migalhas do filme, publicadas em alguns sites, finalmente consegui ver Jennifer’s Body na tela grande.
Como outras coisas na minha vida, JB se tornou uma obsessão e eu vi Juno mais duas vezes antes de checar o novo trabalho da Diablo Cody! Já que já existe um Omelete, criei o Arroz com Catchup para compartilhar essas obsessões. Enjoy!
Logo no lento começo, você percebe que JB vai ser um filme bem diferente do que você estava esperando. Pelo menos, eu esperava algo do tipo humor-negro-terror-trash, mas Jennifer’s está muito mais para terror-com-pouco-medo-introspectivo-de-amizade-dramática.
Achei que teriam mais piadas e sacadinhas do mundo adolescente escolar, o que eu considerava a marca de Diablo Cody (pelo menos nas contribuições que ela fez para a Terra até o momento – Juno e o livro Minha Vida de Stripper) e juro que fui ao cinema com a certeza de que o filme seria muito engraçado, mas é em pouquíssima cenas que vemos o humor sarcástico que marcou tanto o filme premiado no Oscar de 2008. JB é um filme que coloca uma sensibilidade estranhíssima em um estilo (terror) em que não se espera muito disso.
Depois de semanas assistindo a pequenas migalhas do filme, publicadas em alguns sites, finalmente consegui ver Jennifer’s Body na tela grande.
Como outras coisas na minha vida, JB se tornou uma obsessão e eu vi Juno mais duas vezes antes de checar o novo trabalho da Diablo Cody! Já que já existe um Omelete, criei o Arroz com Catchup para compartilhar essas obsessões. Enjoy!
Logo no lento começo, você percebe que JB vai ser um filme bem diferente do que você estava esperando. Pelo menos, eu esperava algo do tipo humor-negro-terror-trash, mas Jennifer’s está muito mais para terror-com-pouco-medo-introspectivo-de-amizade-dramática.
Achei que teriam mais piadas e sacadinhas do mundo adolescente escolar, o que eu considerava a marca de Diablo Cody (pelo menos nas contribuições que ela fez para a Terra até o momento – Juno e o livro Minha Vida de Stripper) e juro que fui ao cinema com a certeza de que o filme seria muito engraçado, mas é em pouquíssima cenas que vemos o humor sarcástico que marcou tanto o filme premiado no Oscar de 2008. JB é um filme que coloca uma sensibilidade estranhíssima em um estilo (terror) em que não se espera muito disso.

Um dos plots do filme é a amizade sensitiva (Needy consegue sentir quando Jen chega a sua casa e quando a amiga está beijando seu namorado, Chip, para posteriormente comê-lo) e lésbica entre as duas personagens principais. Fico pensando, de verdade, quem tem esse tipo de amizade, mas já vi tantos filmes com BFF (best friend forever) se pegando que até acredito.
O filme tem uma tensão depressiva porque é narrado no passado pela Needy que se encontra presa em um tipo de prisão psiquiátrica. Essa personagem sofre o filme inteiro. Sofre porque a amiga está estranha, sofre porque está vendo coisas, sofre porque os amigos são assassinados, sofre, sofre, sofre...e você sofre junto. Pode ser que eu seja muito mulherzinha, mas saí super triste do cinema. Porque é um filme sobre perdas. A perda do primeiro amor, a perda da melhor amiga, a perda social (um mundo que não te compreende), a perda familiar (porque a mãe da Needy é bizarra)...e, pensando assim, é mesmo uma tragédia adolescente. Acho que, dessa vez, Diablo fez outro filme confessional, mas colocando a sua descrença no mundo dessa vez.

Idéias brilhantes como o motivo do endemoniamento de Jennifer ser o sacrifício satânico que uma banda de rock faz para poder alcançar o sucesso só poderiam ter saído da cabeça de Diablo, que permanece genial pra mim.
Pontos altos engraçadinhos: a garota asiática falando que algo é verdade se está no Wikipédia, Needy comentando que o sofrimento é moda do mês passado, a banda sentimental que na verdade é mais violenta e indiferente do que dois peixes beta colocados para socializar e Diablo aparecendo durante uns 3 segundo no bar que é incendiado com um sorrisinho safado do tipo ‘estou aqui’.
No álbum da trilha sonora, falta Hole com a música Violet, uma das minhas preferidas. Pelo jeito, Diablo gosta das mesmas bandas que eu (se nos conhecêssemos, seríamos BFF, mas sem o lado satânico) e o Hole também aparece em Juno, quando a adolescente grávida e o futuro pai adotivo do bebê, o Mark, fazem uma jam session durante o acordo legal de adoção. Além disso, uma versão punk de I can see clearly dão uma colorida totalmente Diablo.
Gosto de brincar de tentar descobrir quem é o alter ego do autor nas histórias. Acho que Diablo é a Needy, porque ela menciona rapidamente que gosta de escrever (Entregou!!! Escritores adoram ser escritores em suas obras), porque ela é a narradora do filme (também é uma grande dica) e porque, apesar de ser boazinha, ela acaba se transformando (Personagem esférico...sim, ela é a Diablo).
É um filme...estranho. Certamente, vou ver outras vezes.
Comam desse arroz!

Garota feliz: Se Jen é um demônio, ela vai de bruxa para o lançamento... (facebook do filme)
Tem algo a dizer (escrever)? belamagnolia@gmail.com